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23 de setembro de 2017

Ex-apresentadora da Globo lança pré-candidatura à Presidência Valeria Monteiro, que passou por 'Jornal Nacional' e 'Fantástico', postou vídeo em que afirma sua intenção de disputar o Planalto em 2018

A corrida eleitoral de 2018 ganhou um novo participante. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a jornalista e ex-apresentadora da TV Globo Valeria Monteiro lançou sua pré-candidatura ao Planalto nas eleições do ano que vem.
Confira o vídeo:

22 de setembro de 2017

Ex-médico Farah Jorge Farah é encontrado morto em sua casa em SP, diz polícia


Por SP1
 


Polícia encontra médico Farah Jorge Farah morto em casa

STJ determinou na quinta-feira (21) seu retorno à cadeia pela morte e esquartejamento de paciente em 2003. Policiais que esperavam para levá-lo de volta ao presídio encontraram o corpo dentro da residência na Vila Mariana.



Ex-médico Farah Jorge Farah, de 68 anos, foi encontrado morto em sua casa, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, nesta sexta-feira (22), informou a polícia. Condenado a 14 anos e oito meses de cadeia por matar e esquartejar uma paciente em 2003, ele deveria ser levado de volta à prisão após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar, na quinta, a imediata execução provisória de sua pena.


Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, um chaveiro foi chamado para abrir a porta da casa do ex-médico quando a ordem de prisão chegou. Ao entrarem, os policiais encontraram Farah deitado na cama, com um corte profundo na perna. Uma equipe médica tentou socorrê-lo, mas ele já havia morrido.
Farah Jorge Farah entra em sua casa na madrugada desta sexta-feira (22) (Foto: Reprodução/GloboNews)


Farah Jorge Farah entra em sua casa na madrugada desta sexta-feira (22) (Foto:
Reprodução/GloboNews)


O delegado acredita que Farah usou um bisturi para se matar. Segundo o policial, ele criou
 um "ritual" para morrer. "Ele colocou uma música sinistra, uma música de terror, coisa
estranha, fúnebre. Ele se vestiu com roupas de mulheres, colocou seio, colocou essas
coisas, e atentou contra a própria vida. "


Segundo Nico, Farah injetou silicone no peito e nas nádegas. "O legista disse que ele
 se injetou silicone. Isso foi recentemente, mas não sei quando", disse o delegado.
O corpo do ex-médico foi levado ao Instituto Médico-Legal central.



Na madrugada desta sexta, Farah foi visto entrando em sua casa com uma sacola
com pães em uma das mãos e uma bengala na outra.





Ex-médico Farah Jorge Farah é condenado por homicídio e vai voltar para cadeia


Farah foi condenado em 2014 a uma pena de reclusão em regime fechado pelo assassinato e esquartejamento de Maria do Carmo Alves, que era sua paciente e amante. Apesar disso,
 uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele recorresse em
 liberdade.



Em agosto, o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro, já havia atendido a um pedido do
 Ministério Público (MP) de São Paulo e votado pela imediata prisão do ex-médico.



No entanto, houve um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Júnior, que levou a
 conclusão do julgamento para esta quinta-feira. Sebastião decidiu acompanhar o
 voto de Nefi Cordeiro. O STJ também negou recurso da defesa de Jorge Farah que
pedia anulação do último júri.





Delegado fala sobre a morte do ex-médico Farah Jorge Farah





O crime




Farah cometeu o crime em 23 de janeiro de 2003 na clínica dele, em Santana, na Zona Norte
 da capital paulista. A vítima tinha 46 anos quando foi atraída para o local e morta pelo
 então médico, que queria pôr fim à relação conturbada que tinha com a vítima.


De acordo com a denúncia da Promotoria, Farah matou Maria após ela ir a seu consultório
com a falsa promessa de que a submeteria a uma lipoaspiração. Em seguida, ele
 dispensou sua secretária e sedou a vítima.


Segundo o MP, após constatar a morte dela, Farah passou a esquartejar o corpo para
dificultar a identificação. Ele colocou as partes do corpo em sacos plástico e escondeu
no porta-malas de seu carro. Os órgãos e o pescoço da vítima nunca foram encontrados
pela Polícia Civil.



Farah Jorge Farah em imagem de 2014 (Foto: GloboNews)


Dois dias depois, ele se internou numa clínica psiquiátrica e confessou o crime à família
e à polícia. Posteriormente, indicou o local onde havia deixado o corpo de Maria.


A defesa de Farah alegava que seu cliente havia matado a paciente e amante para se
defender dela. Maria teria tentado atacar o então médico, que teria se defendido com
uma faca. Segundo os advogados, Maria perseguiu o então médico por mais de quatro
 anos, o que teria levado o réu a um "estado alterado", a ponto de matar para se proteger.



Em razão do crime, Farah foi proibido de trabalhar como médico anos antes dos dois
julgamentos. Em 2006, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
(Cremesp) determinou que ele não poderia mais fazer cirurgias.


Em 2010, o G1 entrevistou o ex-médico no campus Leste da Universidade de São Paulo 
(USP), onde ele estudou gerontologia. "Eu tenho minhas amizades. Agora, na maior
parte do tempo, eu fico solitário. Eu gosto de conversar com as pessoas, mas estou aqui
para estudar", disse.


Além de gerentologia, ele cursou direito da Universidade Paulista (Unip). Ele afirmou que
foi alvo de hostilidades de seus colegas. "Tem gente que nunca conversa comigo, não vai
com a minha cara e não admite que eu faça faculdade", disse na ocasião. "Infelizmente, as
 pessoas sobem em um pedestal."




Julgamentos




Farah passou por dois julgamentos pelo assassinato de Maria. O primeiro ocorreu em
2008, quando ele foi condenado à pena de 12 anos de reclusão. Mas esse júri foi anulado
 em novembro de 2013.


A Justiça atendeu recurso da defesa e marcou novo júri, que ocorreu em 15 de maio de 
2014. Naquela ocasião, o ex-médico havia sido condenado a 16 anos de prisão em regime
 inicial fechado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que
 impossibilitou a defesa da vítima.


No ano passado, a Justiça diminuiu a pena para 14 anos e oito mesespor ele ter
confessado o crime.




Veja reportagens do júri de 2014





Ex-cirurgião plástico Farah é condenado a 16 anos de prisão





Julgamento do ex-cirurgião Farah Jorge Farah começa em São Paulo

G 1

Emenda de última hora tenta abrir uma brecha para garantir candidatura de Lula



Faltando apenas duas semanas para se ter uma proposta de reforma política aprovada e sancionada, um grupo de cinco senadores, coordenados pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), elaborou uma proposta que, além de criar um Fundo Especial de Financiamento de Campanha com previsão de arrecadação de R$ 3,5 bilhões, trata de outras questões como regras para propaganda eleitoral na internet e a criação de Habilitação Prévia de Candidatos.
O texto, segundo especialistas em direito eleitoral consultados pelo Correio, abre brecha para políticos enrolados com a Lava-Jato, a exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantirem a candidatura por meio de recursos.
CHANCE DE RECURSO – A proposta prevê que os candidatos que pretendem concorrer em outubro devem entregar uma série de documentos entre 1º de fevereiro e 15 de março do ano eleitoral. Com as certidões, a Justiça Eleitoral fará uma análise prévia dos que podem ser ou não candidatos. A divulgação do resultado será em 15 de maio.
O texto até prevê a possibilidade de reavaliação da candidatura, mas, na opinião dos especialistas, ele gera instabilidade jurídica e cria mais uma chance de recurso, já que o candidato, caso venha a ser condenado após o prazo, tem o trunfo da autorização prévia.
A medida pode beneficiar políticos como o ex-presidente Lula, que já se apresentou como pré-candidato à Presidência da República no ano que vem, mas ainda depende de um julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que pode confirmar em segunda instância a condenação do juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A expectativa é que o julgamento ocorra somente no fim do primeiro semestre de 2018.
INSTABILIDADE – “Essas novidades criadas com pressa podem ser muito perigosas. O projeto tem tudo para criar polêmica e instabilidade”, comenta um consultor legislativo que prefere não se identificar.
O texto foi baseado em um projeto de lei de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e relatado por Armando Monteiro (PTB-PE). Justamente por ter sido feita às pressas, com a inclusão de muitos temas — alguns rejeitados na Câmara —, a proposta foi criticada na última quarta-feira em plenário e o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) marcou a votação para a próxima terça.
De acordo com informações da Presidência do Senado, como a prioridade é a criação do fundo para a garantia dos recursos na campanha, o texto deve ser desidratado para que possa ser aprovado e enviado à Câmara a tempo de valer para o ano que vem.
APERFEIÇOAMENTO – Apesar de abrir uma possibilidade polêmica, o juiz Marlon Reis, criador da Lei da Ficha Limpa, vê pontos positivos na idéia, como aperfeiçoamento da legislação, já que uma análise prévia dos candidatos retiraria boa parte dos políticos inelegíveis.
“Casos pontuais que venham a ser condenados depois têm a candidatura cancelada à frente. O projeto ainda corrige uma falha da lei que não exige certidões cíveis, só criminais. Com esses documentos podem ser descobertos casos de inelegibilidade decorrentes de ações de improbidade administrativa”, acrescenta.
A informação é do Correio Braziliense.
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Marcelo Rezende: os últimos meses de vida

Os últimos dias de vida do apresentador mostram o drama e a fé de quem trocou o tratamento convencional de um câncer por terapias alternativas





Longe do hospital - Em maio, dias antes de revelar a doença ao público: consultas com João de Deus e Lair Ribeiro (Reprodução/Instagram)

Já fazia alguns dias que Marcelo Rezende estava ofegante e com dores nas costas. Stress do trabalho frenético, pensava o apresentador da TV Record, que passava noventa minutos diários ao vivo à frente do programa policial Cidade Alerta. Em uma noite do início de maio, soou mais forte o sinal de que algo não corria bem. O ritual cotidiano de ir à adega particular, com 2 000 rótulos de vinho, sacar alguma garrafa dos nichos e servir-se de duas taças foi interrompido pelo paladar. O primeiro gole desceu mal pela garganta. Rezende ligou então para um amigo médico e agendou uma bateria de exames. O diagnóstico veio como sentença de morte: um avançado câncer no pâncreas, com metástase no fígado. A perspectiva era que a quimioterapia trouxesse sobrevida de até três anos, mas não cura. A primeira sessão no Hospital Israelita Albert Einstein foi penosa, pelos efeitos colaterais. E ele se recusou a ir às próximas.

O que aconteceu em seguida foi uma espiral de isolamento, apelos públicos de colegas para que voltasse ao centro médico e muitas especulações, até a morte do apresentador, no sábado 16, aos 65 anos. Por mais de quatro meses, ele se cercou de mistério sobre os tratamentos espirituais a que recorreu. Quanto mais fortes as críticas de amigos e familiares, mais se ilhava. Dizia que o pensamento negativo dissiparia as energias da recuperação.


O médium João de Deus: “revelação” que mudou o tratamento (Alan Marques/Folhapress/Folhapress)

Na busca natural por resposta na fé, Rezende chegou a encontrar-se com um bispo no Templo de Salomão, de Edir Macedo, dono da Record. Foi também com Geraldo Luís, colega de emissora, ao centro espiritual de João de Deus, em Goiás. Ali, o médium lhe “revelou”: ele deveria se cuidar com o nutrólogo Lair Ribeiro, best-seller de livros de autoajuda nos anos 1990 e 2000. Nos últimos tempos, Ribeiro notabilizou-se na internet por propagar a dieta cetogênica (com restrição severa de carboidratos) como arma eficaz contra o câncer. “Todo paciente que fizer a dieta vai se beneficiar”, defende. Ribeiro é malvisto na comunidade médica. “O câncer de pâncreas metastático é agressivo e não há alimentação que possa melhorar ou piorar o prognóstico”, explica o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto. O perigo aparece quando se ignora o tratamento recomendado. Estudo da Universidade Yale com cânceres curáveis mostrou que pacientes em terapia alternativa têm 150% mais probabilidade de morrer.

+ O substituto de Marcelo Rezende no Cidade Alerta

A VEJA, Ribeiro disse que se encontrou com Rezende uma única vez. “Falei só para ele reduzir carboidratos.” Os mais próximos, porém, informam que o contato era frequente. O jornalista passou semanas na cidade paulista de Ribeirão Preto, onde atua uma médica ligada ao método de Ribeiro. Ele relatava pagar 50 000 reais semanais pelas práticas, que envolviam cápsulas “importadas”. Nas últimas duas semanas, já em casa novamente, o doente definhava entre fortes dores e mantinha uma ambulância à porta, mas só voltou ao hospital cinco dias antes de morrer. “Quando Marcelo foi internado, Lair Ribeiro ficou uma hora com ele ao telefone, dizendo que a dor é o caminho da cura”, afirma um parente. A família está abalada por acreditar que a sobrevida seria maior e menos dolorosa com a quimioterapia. É claro que isso não exclui a fé. Rezende, aliás, tinha grande conforto com leituras sagradas. No domingo, durante o enterro do apresentador, em São Paulo, amigos puseram em seu caixão um exemplar da Bíblia. Ao lado do volume, a rolha do mítico vinho francês Château Petrus servido no velório aos íntimos em um brinde, como era o desejo do jornalista.

Com reportagem de Giulia Vidale

Publicado em VEJA de 27 de setembro de 2017, edição nº 2549

*


Em junho de 2016, o apresentador Marcelo Rezende esteve nos estúdios de VEJA e concedeu a seguinte entrevista ao jornalista Bruno Meier. “Danço com a vida antes que ela dance comigo”, declarou

21 de setembro de 2017

Placar vira no STF: 5 ministros a favor e 3 contra a promoção de crença em ensino religioso Julgamento foi suspenso. Faltam ainda os posicionamentos de outros três ministros da Corte. Para uma decisão final, é necessária maioria mínima de seis votos.


Ministros do STF durante sessão na qual julgaram ensino religioso nas escolas públicas (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)Ministros do STF durante sessão na qual julgaram ensino religioso nas escolas públicas (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)


Ministros do STF durante sessão na qual julgaram ensino religioso nas escolas públicas (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)



OSupremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (21) o julgamento sobre 
como deverá ser o ensino religioso nas escolas públicas. Na sessão, houve uma virada 
no placar, com cinco votos a favor da possibilidade de professores promoverem suas 
crenças em sala de aula. Três votos são contrários. Depois do oitavo voto, o julgamento 
foi suspenso e será retomado na próxima quarta (27). Faltam os votos de outros três
 ministros.


A análise do tema começou em agosto e foi interrompida no último dia 31 com três votos
 a favor do modelo “não-confessional”, isto é, que se limita à exposição das doutrinas, 
história, práticas e aspectos sociais das diferentes crenças, assim como do ateísmo e do
 agnosticismo. Votaram assim o relator, Luís Roberto Barroso, e os ministros
 Rosa Weber e Luiz Fux.


A divergência foi aberta por Alexandre de Moraes, para quem o Estado não pode
 "censurar" a liberdade de expressão dos professores nem contrariar a vontade de
 estudantes em aprofundar-se na fé que escolheram.


Na ocasião, apenas o ministro Edson Fachin seguiu esse posição, sob o argumento de
 que a religião faz parte também da vida pública numa democracia.


Na sessão desta quinta, o julgamento foi retomado com mais três votos a favor da 
possibilidade do ensino confessional: dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli
 e Ricardo Lewandowski. Para uma decisão final, é necessária maioria mínima de 
seis votos – ainda faltam votar os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello
 e Cármen Lúcia.


MODELO CONFESSIONAL NO ENSINO RELIGIOSO DA ESCOLA PÚBLICA

A FAVOR CONTRA
Alexandre de Moraes Luís Roberto Barroso
Edson Fachin Rosa Weber
Gilmar Mendes Luiz Fux
Dias Toffoli
Ricardo Lewandowski

Fonte: Supremo Tribunal Federal



Em seu voto, Gilmar Mendes disse que a tentativa de implantar o modelo não-confessional
 é uma forma de fazer o Estado “tutelar” a religião, um “domínio do chamado
 politicamente correto”. Ele lembrou que a referência a Deus na própria Constituição não
 retira o caráter laico do Estado, e destacou que a religião cristã, por exemplo, faz parte da
 cultura da sociedade brasileira.


“Aqui me ocorre uma dúvida interessante: será que precisaremos, eu pergunto, em algum
 momento chegar ao ponto de discutir a retirada a estátua do Cristo Redentor do morro 
do Corcovado por simbolizar a influência cristã em nosso País? Ou a extinção do feriado
 de Nossa Senhora de Aparecida? A alteração dos nomes dos estados? São Paulo passaria
 a se chamar Paulo? Santa Catarina passaria a se chamar Catarina? E o Espírito Santo?
 Poderia se pensar em espírito de porco ou em qualquer outra coisa. Portanto, essas 
questões têm implicações”, disse.


Dias Toffoli, por sua vez, disse não haver uma “separação estanque” entre Estado e religião, 
citando vários trechos da Constituição que não só impedem o poder público de embaraçar o 
exercício da fé, como também promovem a liberdade de culto – em escolas e nos quartéis 
militares, por exemplo.


“A liberdade religiosa também se exprime por meio da comunicação das ideias religiosas, 
que é vertente da liberdade de expressão e como tal como pode ser exteriorizada tanto no 
ambiente privado como no público. O direito da liberdade de crença guarda íntima relação
 com o direito à manifestação do pensamento. Seja do pensamento religioso, seja das ideias
 agnósticas, seja um contrassenso que a exteriorização do pensamento de uns seja tolhido
 em nome da proteção da liberdade de crença de outro”, disse no julgamento.


Ricardo Lewandowski também votou pela possibilidade de professores pregarem a religião 
em sala de aula, mas ressalvou que não deve haver qualquer tipo de discriminação com
 alunos de outras crenças.



“O importante é que o ensino público de modo geral, inclusive em matéria de religião, 
seja ministrado de forma cuidadosa, respeitosa, sem discriminar ou estereotipar os alunos
 em razão de suas características pessoais ou opções individuais. Apesar de não caber à 
escola pública nenhum tipo de avaliação contra a legitimidade das diversas crenças, o 
ensino religioso deve levar em consideração a condição especial de pessoa em 
desenvolvimento, jovens adultos, titulares do direito à proteção integral, porquanto se
 encontra ainda em fase inicial da vida, particularmente, com a formação de sua 
personalidade e capacidade crítica”, disse.


O julgamento foi interrompido pela presidente do STF, Cármen Lúcia, para ser 
retomado na próxima quarta-feira (27).




Entenda o julgamento




A Constituição Federal prevê o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras como
 disciplina do ensino fundamental (para alunos de 9 a 14 anos de idade), mas estabelece 
que a matrícula é facultativa. Ou seja, o estudante pode se recusar a cursar a disciplina
 por vontade própria ou da família.


Cada estado organiza a melhor maneira de oferecer o ensino religioso dentro de sua
 grade de horários. Parte dos estados faz parcerias com igrejas e instituições religiosas
 para contratar professores (remunerados ou não, dependendo da religião) para dar
 as aulas.


A ação em julgamento, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), 
propõe que as aulas se limitem à exposição das doutrinas, história, práticas e 
dimensões sociais das diferentes crenças, assim como do ateísmo e do agnosticismo 
– o chamado modelo "não-confessional".

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